sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Salário alto não deve ser objetivo ao planejar a carreira.

Quando se fala em planejamento de carreira, muitos pensam em metas e objetivos. Entretanto, de acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Coaching, Villela da Matta, as pessoas erram ao definir um salário alto como alvo principal.

“O salário é consequência do cargo, das atividades que a pessoa exerce. Ao planejar uma carreira, o importante é definir metas altas, que estão relacionadas com cargos e responsabilidades”, observa.

Outro erro comum, quando o assunto é planejamento da carreira, diz o especialista, é considerar a profissão como carreira. Para ele, a carreira envolve todas as atividades profissionais que o indivíduo irá exercer durante a vida, que podem ser mais de uma.

“Hoje, com o aumento da expectativa de vida, é comum que as pessoas exerçam cerca de três atividades diferentes durante a vida, por isso, todo o período deve ser considerado como carreira e planejado”.

Planejamento
Da Matta explica que uma carreira bem-sucedida está intimamente ligada ao planejamento, por isso, diz ele, é essencial fazer um. Outra questão que conta pontos positivos para o planejamento, ressalta, é o fato de que as pessoas passam a maior parte da vida trabalhando, portanto, “é necessário sentir-se feliz e realizado”.

Dessa forma, ele aponta alguns pontos essenciais que não devem ser deixados de lado no planejamento da carreira:

1 – Identifique qual a área de atuação que o deixará realizado;
2 – Estipule metas altas para a carreira. Elas ajudarão o profissional a se sentir motivado;
3 – Sabendo aonde quer chegar, reflita sobre quais as competências estão envolvidas para tal fim e desenvolva-as;
4 – Desenvolva a capacidade de contribuir com o meio, não só na empresa, como fora dela. Aparecer ajuda a alcançar os objetivos;
5 – Tenha uma vida equilibrada. Ter sucesso nas outras áreas da vida, explica, é importante para a carreira, já que o contrário pode fazer com que a pessoa perca o foco, por ter de lidar com interferências dos outros setores da vida.

Fonte: InfoMoney

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Como o mercado saberá que você existe?

Eu tenho vivido momentos bastante felizes na vida que Deus me concede para administrar.

E uma das formas de perceber essa felicidade é a capacidade de poder senti-la na mais trivial experiência que seja.

Pode ser conseguindo tempo para praticar um esporte que se deseje testar as habilidades; como pode ser, também, tendo a oportunidade de compartilhar algum conhecimento na expectativa de que possa fazer alguma diferença para alguém.

Hoje, por exemplo, ao conversar com um amigo professor, percebi que poderia ser útil também para outras pessoas o conhecimento que me propus a compartilhar.

E o que me fez despertar a esta ação foi o fato do excelente professor me dizer que ele não tinha muita habilidade para divulgar ao mercado os seus conhecimentos e habilidades esportivas.

Foi nesse momento que pensei como poderia ajudá-lo, e a quem me lê nestas poucas linhas, a gerar mais visibilidade sobre o seu expertise, ou seja, sobre o seu conhecimento adquirido pelo estudo, experiência e prática.

Se você se identificou com o mesmo sentimento do professor, continue lendo este artigo.

Como o mercado saberá que você possui algo a oferecer?

Definindo mercado como a arena para realizar trocas potenciais, se houver pelo menos uma pessoa que queira participar dessa troca, então, pode-se dizer que há um mercado estabelecido. Mas para isso você precisa sinalizar de alguma forma que possui algo a ser compartilhado.

O que você tem a oferecer ao mercado? Pode ser um produto, um serviço, uma ideia (que segundo a nova ortografia da língua portuguesa é sem acento mesmo), uma habilidade, um conhecimento ou mesmo um estilo de vida. Eu lhe diria que existem por aí vário(a)s interessado(a)s no processo que você domina e que estão à procura, justamente, do que você oferece.

Para isso, os especialistas orientam sobre a importância de você se apresentar nas redes sociais (Linkedin, BranchOut, Facebook, site ou blog pessoais, apenas citando alguns) na medida em que possa utilizá-las como meios de comunicação para gerar visibilidade e oportunidades para você junto aqueles que delas participam. E, olhe que as pessoas lhe descobrem mesmo!

Defina também quem é o seu público-alvo, ou seja, com quem você gostaria de negociar. Seria o público infantil, os adolescentes, os jovens, os adultos, a terceira idade, os homens, as mulheres, ou seria com todos eles? Lembrando que a sua comunicação deve ser adequada a cada público.

Aumente o seu networking (rede de relacionamentos). Como? Ora, fazendo parte de vários grupos, como, por exemplo, o de seu esporte preferido, o de amigos, o da igreja, o do trabalho, o do curso ou faculdade, e por aí vai. Eu por exemplo, me iniciei em mais um grupo que estou gostando demais: o grupo de ginástica matinal na praça do bairro onde moro. É mais um grupo de pessoas para me relacionar, aprender e trocar experiências de vida.

E, finalmente, aplique o buzz marketing, que nada mais é que aquela poderosa propaganda boca a boca. Papo vai, papo vem, haverá sempre uma oportunidade de você fazer o seu comercial.

Finalizando, gostaria de dizer que Nilton Galieta é professor personal de kickboxing. E-mail de contato: niltongalieta@hotmail.com

Sejam felizes.

O mais indispensável para a felicidade é:
ter algo para fazer;
ter algo para amar;
e ter algo a que almejar.
                                                                     Allan K. Chalmers

Fonte: Coach Luiz Guilherme Chagas Monteiro


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Como funciona o coaching.

Assista o vídeo abaixo “How Coaching Works” produzido pelo escritório americano de executive coaches Well Coaches que exemplifica de forma simples e bem humorada um processo de coaching a partir de uma perspectiva própria.

http://www.youtube.com/watch?v=UY75MQte4RU&feature=player_embedded

sábado, 3 de setembro de 2011

Insatisfação com o trabalho pode revelar momento de transição.

Nem sempre as escolhas profissionais feitas na juventude costumam ser promissoras no longo prazo – estas podem se mostrar "penosas" justamente por serem feitas em uma fase da vida em que a noção de carreira e a maturidade profissional ainda estão em desenvolvimento. Em virtude deste fato, não é raro se deparar hoje com pessoas que, após uma extensa formação, abandonam tudo em prol da reconstrução de sua carreira profissional.

Tal crise, que acomete muitos dos trabalhadores veteranos, assusta, mas não deve ser desprezada. Afinal, ignorar os próprios anseios pode se mostrar um péssimo negócio, especialmente para a saúde do trabalhador. Quem compartilha desta opinião é a psicóloga e psicoterapeuta Clarice Barbosa.

Para ela, o problema está nas pessoas acomodadas em empregos que, mesmo ao se sentirem insatisfeitas, hesitam em mudar. “Os profissionais que se colocam no papel de vítima, que acreditam estar velhos demais para recomeçar ou que simplesmente não fazem nada por medo ou comodismo são os mais fortes candidatos à depressões, problemas de ansiedade e estresse”, garante a psicóloga.

Sinais de alerta
Para saber se você faz parte do time de trabalhadores que está à beira de uma crise, é importante ficar atento aos sinais, afinal, o corpo costuma avisar quando algo não vai bem. “É preciso estar atento aos profissionais que tiram muitas licenças médicas. Problemas de estresse e insônia também podem ser indícios de insatisfação, por conta da falta de perspectivas na carreira atual”, diz Clarice.

Outro dado interessante relatado pela profissional diz respeito à inquietação, angústia e à sensação de vazio muitas vezes informada pelos trabalhadores que se encontram neste processo de autoavaliação. “Alguns funcionários jogam a responsabilidade de sua insatisfação na empresa, mas precisam entender que a responsabilidade pela própria carreira e felicidade é dever do empregado e não do empregador”, informa Clarice.

Ainda segundo a psicóloga, existem dois tipos de profissionais: os que aceitam as mudanças e encaram os desafios e os que têm medo. “No primeiro caso, em uma situação de crise, os trabalhadores costumam ter mais jogo de cintura para recomeçar, enquanto que os demais acabam estagnados sem grandes novidades profissionais”, explica.

Volta por cima
A médica veterinária e também professora de dança, Andréa Arlete Ferreira, 41 anos, é um exemplo de que recomeçar é possível, sim. Formada em publicidade e pós-graduada em administração de empresas, Andréa atuou durante muitos anos nas áreas de comunicação e marketing de grandes empresas como a Volkswagen, Xerox e Telesp Celular.

“Estava infeliz, mas como eu tinha um ganho financeiro razoável, por comodismo, não fiz nada”, conta Andréa, que, quando percebeu, já estava com depressão, síndrome do pânico e ainda teve de encarar um infarto aos 31 anos de idade.

A solução encontrada para superar o problema foi abandonar a carreira executiva e se dedicar à dança do ventre – atividade que fazia parte de seu cotidiano desde os anos 1990. Aliás, foi por conta de suas aulas e apresentações que Andréa conseguiu se manter e dar início a uma nova carreira: a de veterinária.

“A dança ainda é minha principal fonte de renda, mas os plantões em clínicas veterinárias ajudam a complementar meu orçamento”, conta a profissional, que hoje tira em média R$ 1.500 mensais com as aulas e fatura R$ 250 por cada show de dança do ventre em São Paulo.

Ofício ancestral
Outro que também dá um exemplo de superação é o cuteleiro e artesão Lupércio de Jesus Fernandes, de 69 anos. Sua fama é tanta, que em 20 anos de ofício conquistou uma diversidade de clientes apenas fazendo uso de seu marketing pessoal: o famoso boca a boca.

Para se ter uma ideia, nem a rede Gendai - de comida japonesa - ficou aquém ao seu talento: como prestador de serviços, ele é o responsável pela manutenção e troca dos cabos de madeira das facas do restaurante por outro material, conhecido como celeron (manta resinada atérmica).

Aliás, foi justamente com a confecção de facas, punhais e joias que o ex-gerente de vendas conseguiu superar a depressão, quando há 20 anos, a empresa em que trabalhava faliu. “Tive dificuldades para retornar ao mercado, por conta da minha idade e do alto salário que recebia na época. Comecei então a me dedicar aos trabalhos manuais, ofício exercido pelo meu avô, que era joalheiro”, conta Fernandes.

Na época, a produção de joias era feita apenas por encomenda. Seus familiares, no entanto, as recebiam como presentes. “Produzia peças em ouro e prata para minha esposa e filhos e, só mais tarde, passei a confeccionar facas e adagas, além de outros itens decorativos e instrumentos religiosos”, informa o artesão.

Atualmente, em sua oficina localizada no fundo de sua casa, em São Bernardo do Campo (SP), Lupércio já contabiliza cerca de 15 equipamentos entre cortadeiras, tesouras de corte, tornos e outras máquinas.

“A confecção de peças artesanais complementa minha aposentadoria, especialmente agora que passei a produzir facas para peixe”, diz Lupércio, que cobra em média R$ 150 por uma faca de cabo de madeira para churrasco e R$ 210 por uma com cabo em celeron, utilizada para fazer sashimi.

Fonte: InfoMoney