domingo, 21 de agosto de 2011

Profissionais reconhecem a experiência como fator fundamental para carreira.

Profissionais do mundo todo reconhecem a experiência profissional como elemento fundamental para o sucesso na carreira. Neste sentido, um estudo elaborado pela Kelly Services, empresa global de consultoria, mostrou que 80% dos 97 mil profissionais entrevistados do mundo todo entendem que a experiência é o componente mais importante para o progresso da carreira. Outros 18% apontaram a educação formal como fator primordial nesse desenvolvimento.

De acordo com a consultora da BS Consultores, Maria Helena, a experiência profissional é considerada tão importante hoje principalmente por ser o elemento de diferenciação entre os profissionais. “A educação continua sendo muito importante, no entanto, como todo mundo tem graduação, serão as experiências profissionais que vão destacá-los”, observa Maria Helena.

As vivências corporativas acumuladas pelas pessoas são responsáveis por desenvolver suas competências e habilidades. Conforme pontua o coaching Robson Martins, membro da Sociedade Brasileira de Coaching, os profissionais só aprendem a fazer bem um determinado trabalho quando vão para prática. “O conhecimento e a graduação são pré-requisitos, ou seja, as empresas já esperam que você tenha”.

Martins lembra alguns dos mais disputados processos de trainees do País. Esses processos já estipulam como pré-requisito a formação em universidades renomadas e o conhecimento de línguas, logo, os fatores que vão diferenciar os candidatos serão suas experiências anteriores e, consequentemente, o quanto já desenvolveram e aperfeiçoaram suas habilidades e competências no mercado de trabalho.

Competência e habilidades
A pesquisa também se propôs a entender o quanto os profissionais valorizam o aperfeiçoamento de suas competências e habilidades. Cerca de 60% de todos os entrevistados afirmaram que, para ter um desempenho favorável ao longo da carreira, é imprescindível investir em qualificação e aprimorar as habilidades.

Em uma análise mais detalhada, é possível observar que, entre as diferentes gerações, a importância dada para essa questão varia. Dos que pertencem à geração mais antiga, classificada como baby boomers (os nascidos após a 2ª Guerra Mundial), 55% afirmaram que é importante o investimento nas habilidades para progredir na carreira. Esse mesmo fator mostra-se cada vez mais relevante para as gerações seguintes.

Dos entrevistados da geração X (nascidos após 1960), 60% se importam com as competências e habilidades e, entre os da geração Y (nascidos após 1980), o percentual com a mesma opinião chega a 64%. Maria Helena explica que essa diferença nada mais é do que um reflexo da nova dinâmica do mercado de trabalho.

“Antigamente a empresa era a grande responsável por desenvolver os profissionais, agora, as pessoas estão entendendo que estão por conta própria”, observa Maria Helena. Um dos fatores que podem comprovar essa realidade é o aumento de pessoas interessadas em cursos de especialização e mesmo em sessões de coaching, que direcionam os profissionais a trabalharem suas competências, afirma Maria.

Vontade de crescer
Quando o assunto é alcançar cargos cada vez melhores e posições cada vez mais altas, existe uma sensível diferença entre as gerações. A pesquisa constatou que 80% dos entrevistados pertencentes à geração Y aspiram a cargos executivos. O volume é relativamente superior aos 72% da geração X que compartilham o mesmo desejo. No caso da geração baby boomers, somente 54% desejam subir.

A explicação para esse quadro também está fortemente ligada à realidade de cada geração e, principalmente, à faixa etária de cada uma. O objetivo dos profissionais das gerações mais antigas não é crescer, sobretudo por já estarem um momento mais estável e definido de suas carreias. Os profissionais da geração Y, por sua vez, estão no início da carreira e ainda têm um longo futuro profissional pela frente, e, portanto, colocam o sucesso como meta.

Martins ainda observa outro elemento que diferencia essas gerações: a paciência. Atualmente vem se observando que as gerações mais recentes não possuem a mesma paciência para desenvolver suas carreiras como as gerações anteriores possuíam. Para alcançar uma posição de destaque, são necessários anos de experiência e os novos profissionais que não vislumbram oportunidades de crescimento dentro das empresas que trabalham estão cada vez mais propensos a mudar de empresas.

Fonte: InfoMoney

domingo, 14 de agosto de 2011

Discurso de Nizan Guanaes.

Segue abaixo o discurso de Nizan Guanaes (Publicitário, fundador do IG e das agências DM9 e Africa), discursando como paraninfo na formatura de uma turma na Faap.

.....Dizem que conselho só se dá a quem pede. E, se vocês me convidaram para paraninfo, estou tentado a acreditar que tenho sua licença para dar alguns. Portanto, apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos a quem quer que seja, aqui vão alguns, que julgo valiosos.
.....Não paute sua vida nem sua carreira pelo dinheiro. Ame seu ofício com todo o coração. Persiga fazer o melhor. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como conseqüência.
.....Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser nem um grande bandido, nem um grande canalha. Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro. Hitler não matou 6 milhões de judeus por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro. E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham. Porque são incapazes de sonhar. E tudo que fica pronto na vida foi antes construído na alma.
.....A propósito disso, lembro-me de uma passagem extraordinária que descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse: "Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo". E ela responde: "Eu também não, filho".
.....Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar e realizar tem trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.
.....Meu segundo conselho: pense no seu país. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si. Afinal, é difícil viver numa nação onde a maioria morre de fome e a minoria morre de medo.
.....O caos político gera uma queda de padrão de vida generalizada. Os pobres vivem como bichos e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento, não chega a viver como homem. Roubam, mas vivem uma vida digna de Odorico Paraguassu.
.....Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: "Seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito". É exatamente isso que está escrito na carta de Laudicéia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito. É preferível o erro à omissão; o fracasso, ao tédio; o escândalo, ao vazio. Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso.
.....Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso. Colabore com seu biógrafo: faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido.
.....Tenho consciência que cada homem foi feito para fazer história. Que todo homem é um milagre e traz em si uma evolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro. Você foi criado para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, caminhando sempre com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra.
.....Não use Rider: não dê férias a seus pés.
.....Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: "Eu não disse? Eu sabia!"
.....Toda família tem um tio batalhador e bem de vida que, durante o almoço de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo o que faria, se fizesse alguma coisa.
.....Chega dos poetas não publicados. Empresários de mesa de bar. Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta à noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar. Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. .....Das 8 às 12, das 12 às 8, e mais, se for preciso. Trabalho não mata. Ocupa o tempo. Evita o ócio, que é a morada do demônio, e constrói prodígios.
.....O Brasil, este país de malandros e espertos, da vantagem em tudo, tem muito que aprender com aqueles trouxas dos japoneses. Porque aqueles trouxas que trabalham de sol a sol construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta, enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho.
.....Trabalhe! Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam. Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas; mas o tempo, que é mesmo o senhor da razão, vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão.
.....E isso se chama "sucesso".


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Para sucesso profissional, foque no desenvolvimento dos seus talentos.

Empresas investem muito em treinamento corretivo, que nada mais é do que trabalhar os pontos de limitação dos seus funcionários. A grande questão, no entanto, é se atacar os pontos fracos é realmente mais eficiente do que focar nos pontos fortes do profissional.

De acordo com o CEO da Your Life, empresa especializada no desenvolvimento e gestão de vida e carreira, Rubens Gurevich, um treinamento que se preocupa mais em desenvolver os pontos fracos, dará, sim, resultados, disso não há dúvidas, mas esse retorno será muito menor do que se o trabalho fosse focado no desenvolvimento dos pontos fortes.

O mais indicado, portanto, é analisar os talentos e trabalhar em cima deles. “O profissional chegou aonde chegou pelo talento dele e não pelas fraquezas”, observa Gurevich. O trabalho, então, deve ser voltado no sentido de fazer com que os talentos ajudem as pessoas a subirem ainda mais. “São os pontos fortes do profissional que o levarão ainda mais longe”.

Mas, antes de mais nada, é preciso entender que existe uma diferença entre talento e ponto forte, os termos não são necessariamente sinônimos. Por exemplo, na questão da comunicação, a pessoa pode ter o talento de se comunicar, de persuadir ou motivar os outros, mas ela também pode falar demais ou ser muito prolixa. Perceba que apesar de possuir o talento de se comunicar, ela precisa trabalhar alguns pontos para transformar esse talento em um ponto forte.

Efeito alavanca
Dar mais atenção aos pontos fortes, portanto, será muito melhor do que focar nos fracos, mas a estratégia deve ser equilibrada. No desenvolvimento profissional todas as competências devem ser analisadas.
Gurevich sugere que, no processo de aprimoramento profissional, o indivíduo identifique seus pontos fortes e fracos e desenvolva dois comportamentos por vez, sendo um talento e uma limitação. Dessa forma ele passará pelo efeito alavanca, no qual, ao final do processo, ele terá duas competências aprimoradas: uma que será mais fácil e outra, mais complicada, sendo que uma vai alavancar a outra.

Como identificar seus talentos e pontos fracos?
Muitas empresas fazem a avaliação 360º
, na qual são feitas perguntas sobre comportamento e as repostas vão definir quais são os maiores talentos e limitações. Há também o uso de um teste psicométrico, como o PPA (Análise de Perfil Pessoal – na sigla em inglês), da Thomas International. Com ele é possível identificar rapidamente os pontos. Vale destacar que toda a avaliação vai ponderar tanto o cargo quanto a experiência profissional da pessoa.

Estilos de comportamentoAs empresas, preocupadas em desenvolver o seu recurso humano, estão investindo cada vez mais tanto em ferramentas quanto no tempo que utilizam para tratar do assunto. No entanto, nem todas as organizações oferecem recursos para o aprimoramento. Isso, porém, não deve limitar o interessado.

É possível fazer uma autoavaliação de suas capacidades e trabalhar para começar a se desenvolver. Antes de tudo, Rubens explica que existem quatro grandes estilos de comportamentos. O primeiro está relacionado com a capacidade de ser focado em resultados; o segundo, na capacidade de comunicação e persuasão; o terceiro é a capacidade de organização, persistência e de implementação de rotinas; e, por fim; a capacidade de entrega técnica, de acordo com as normas e os procedimentos.

Consciente das principais capacidades profissionais existentes, o indivíduo pode relacionar o cargo almejado com a capacidade necessária. Por exemplo, se você busca uma posição de liderança, saiba que as duas primeiras capacidades serão essenciais para seu sucesso. Ou seja, é preciso ter a capacidade de motivar e comunicar, ao mesmo tempo em que é preciso ser focado em resultados.

Já nas áreas administrativas, a visão sobre o que é importante para seu cargo deve ser diferente, já que a entrega e as rotinas vão ser os elementos chaves, que são as duas últimas capacidades mencionadas.

Assim, a fórmula não fica tão complicada. Primeiro, entenda em qual cargo você está, depois, observe quais as competências que você precisa ter para aquela posição e, por fim, veja quais são seus talentos e transforme-os em pontos fortes.
Fonte: InfoMoney